sábado, 27 de julho de 2019

Resumo doa artigos das ferias




Revitalização do ambiente escolar: uma ação do Pibid

Este artigo relata as práticas do PIBIDI, vivenciadas por alunos e professores da Universidade Federal da fronteira sul, campus Cerro Largo- RS, e por alunos do 6° e 9° ano da escola Sargento Silvio. A escola e a universidade interagem, constituindo a revitalização escolar, abordando a qualidade de vida, a educação ambiental, e preservação do bem público.
Os temas surgiram da necessidade, de conscientizar os alunos os alunos sobre o cuidado com o espaço, escolar, mas principalmente motivar os alunos o gosto pelo espaço escolar, onde vivem boa parte de sua vida. Varias medidas ´para que tudo isso ocorressem foram tomadas, como reunião dos professores, divisão de tarefas, horta sustentável, plantio de mudas nativas, confecção de um jardim com pneus, apresentação do documentário ilha das flores, que nos do Pibid de Vacaria também apresentamos e sentimos o impacto que causa nas crianças.  
Tudo isso teve como finalidade além de conscientizar os alunos, também chamar a atenção da comunidade, mostrando que é possível mudanças, e todo ambiente bem cuidado automaticamente se torna mais agradável e valorizado, assim a comunidade pode visualizar que é possível com poucas atitudes, uma grande mudança. Onde ocorreu a união de professores, alunos e bolsistas.
Com tudo isso os alunos se sentem motivado e valorizado pois ele participando pode dar ideias e sentir-se importante e útil por estar engajado em um projeto.
Mas tudo isso precisou de organização engajamento e algumas praticas para orientar os alunos, dentre essas práticas foram confeccionados cartazes informativos, onde receberam uma palavra relacionada a partir do tema, e o conhecimento prévio de cada aluno foi explorado. Em seguidas as aulas abordadas tinham embasamento teórico explorando os temas, decomposição do lixo no ambiente e sua toxidade, resíduos recicláveis, poluição do solo e coleta seletiva.
A partir disso os alunos colocaram a mão na massa, com a confecção da composteira, da horta e do jardim feito com pneus recicláveis.
Como resumo o projeto mostrou-se de grande valia, os alunos se mostraram engajados tanto dentro como fora de sala de aula, a maior dificuldade foi engajar os professores. O projeto ocorreu no ano de 2015 e até o momento gera frutos, pois teve continuidade com novas práticas e novas turmas adeptas, sempre gerando alunos mais conscientes da educação e motivando os a vida escolar.




O Processo da compostagem aliado a prática de ensino

O descarte do lixo é uma problemática abordada no mundo inteiro, mas que só depende da conscientização da população, e para que isso ocorra desde pequenos precisamos ser orientados a questão do descarte do lixo inadequado. Onde a conscientização, exemplo de que pode ser feito, agregamos novos valores aos alunos.
Visando orientar e ensinar sobre esta temática foi proposto a alunos de 6° ano da cidade de São Paulo das missões a confecção de uma composteira, para conscientizar e mostrar como é possível reduzir o lixo.
Em sala de aula primeiramente foram passados alguns dados para os alunos em relação a quanto o país produz de lixo por dia, como são as condições de armazenamento, que geralmente são depositados a céu aberto, e demonstrando que 60% é lixo orgânico que poderia ter destinação melhor. A partir dai foi trabalhado o porque da destinação correta e a importância de se fazer compostagem, tentando estimular não somente os alunos mais sim toda a comunidade por meio dos estudantes.
Primeiramente os alunos foram levados a cozinha da escola onde pegaram resíduos orgânicos para confecção da composteira, depois foram dirigidos para a horta da escola, onde a composteira foi formada com camadas de folhas secas e camadas dos restos orgânicos da cozinha da escola. Foi colocado na composteira um plástico para comparação da decomposição do orgânico com o não orgânico, a cada 03 dias a composteira era revolvida por um período de 30 dias. Foi medido a temperatura e a umidade relativa.
Esse esforço teve o intuito de mostrar aos alunos a formação de um adubo orgânico que pode ser utilizado na horta da escola, mas não somente isso, é mostrar que estudar o meio ambiente não é apenas olharmos para ele em sua forma original, mas sim poder avaliar que toda atitude tem um impacto positivo ou negativo.
Percebeu-se que a prática teve grande impacto, muito mais do que se fosse apenas abordado o tema em sala de aula, alunos se mostraram participativos, montaram equipes, e levaram para casa como tarefa a conscientização em casa. A construção do conhecimento ocorreu de maneira muito mais ampla.
Tive a oportunidade de montar uma composteira no Projeto Pibid de vacaria, onde observei que a prática traz muito resultados, os alunos se mostravam intrigados e queriam saber mais sobre o assunto, por ter levado minhocas para a composteira, chamou mais atenção ainda pois, eles não tinham noção do que era o humus e para que servia.





Relações ecológicas: quebrando a barreira da sala de aula

Desde que o seres vivos existem e se relacionam, surgiram as relações ecológicas que podem ser benéficas ou não, visando entender o que os alunos compreendiam sobre esse assunto e avaliar qual conhecimento prévio eles trariam consigo, na escola de Cerro largo, RS, foi trabalhado com alunos, de maneira a chamar atenção, uma saída de campo, tentando fugir das aulas rotineiras dentro da sala de aula.
Não que a teoria não tenha importância, mas para que ocorra a associação do que é aprendido em sala de aula, com o que podemos visualizar é necessária esta interação. Assim buscando não apenas a memorização de informações, mas sim a real compreensão do tema.
O proposito principal era que os alunos compreendessem e soubessem diferenciar, as relações ecológicas e também classificar os seres inseridos nessas relações e diferenciar se a relação é harmônica ou desarmônica.
A saída a campo foi em uma praça próximo a escola, onde observarão muitas relações ecológicas, dentre elas o mutualismo exemplificado por liquens. Os alunos se mostraram tão interessados no assunto que começaram relatar outras relações que observaram em outros ambientes como sua casa. A partir desse momento surgiu a ideia de que os alunos fotografassem esses lugares para apresentação para os colegas. Assim poderia ser unido a teoria com a prática e conhecimento adquirido pelos alunos.
As praticas novamente se mostraram de grande valor, para que elas ocorressem foi necessário o engajamento do professor e do bolsista para avaliar o local e verificar se era possível ocorrer ali. Destaca-se que os alunos tiveram mais facilidade em compreender os conceitos por meio da visualização das interações, por fim depois das fotos e explicações feitas pelos próprios alunos eles já tinham a capacidade de explicar uns aos outros as diferentes relações e as características que as separavam em harmônicas e não harmônicas.



Um pedaço da natureza dentro da sala de aula

O relato ocorreu na escola estadual de educação básica com alunos do 1 e 2° ano do ensino médio politécnico. O principal objeto foi a montagem de um terrário, onde os alunos deveriam saber qual a utilidade e como montar. Os alunos foram divididos em grupos e cada grupo ficou responsável por trazer materiais para a confecção do terrário.
Em sala de aula antes da confecção foi questionado aos alunos alguns conceitos, o que é nicho ecológico por exemplo, mas poucos se ariscavam a responder as perguntas, ficando difícil avaliar o conhecimento prévio. Atribui-se essa timidez nas respostas a grande quantidade de conteúdos que os alunos veem e o pouco tempo que tem para vencer este conteúdo. Outro tópico e que as turmas foram unidas, deixando um pouco bagunçado o conteúdo que foi abordado em uma turma não foi em outra, por fim foi feita uma aula mais teórica de revisão de conceitos para que os alunos não ficassem tão perdidos, aí mostrando a importância que a teoria tem.
Inicialmente em sala de aula foi montado no quadro um mapa conceitual, para por meio de tópicos e perguntas os alunos fossem se soltando e começassem a demostrar qual o conhecimento prévio que possuíam.
Depois foi apresentado aos alunos os materiais que iriam trabalhar para confecção dos terrários. A cada passo da montagem os alunos foram se soltando e as dúvidas e perguntas foram surgindo, o que tornou a confecção mais interessante e construtiva.
Foi explicado aos alunos a importância do uso de casa material ali presente como matéria orgânica, a água simbolizando o ciclo da água, e o desenvolvimento que aquelas plantas teriam.
Depois de pronto os terrários ficaram no laboratório de ciências e os alunos eram responsáveis por anotar a cada semana, as mudanças que ocorreram na temperatura, no desenvolvimento das plantas e no ciclo da água.
Na segunda semana algo chamou a atenção dos alunos um dos terrários tinha presença de mosquitos, os alunos não entendiam como tinham entrado se o terrário foi lacrado.
Foi visível pelo relato de alguns alunos que a aula de ciências despertou o conhecimento e fez com que os alunos pesquisassem mais sobre o assunto por conta própria para tentar descobrir o que estava acontecendo a cada semana que se passava nas observações dos terrários. Concluímos que mais uma vez a prática motiva e ajuda a construir o conhecimento.


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