Revitalização do ambiente escolar: uma ação do Pibid
Este artigo relata as práticas do PIBIDI, vivenciadas por
alunos e professores da Universidade Federal da fronteira sul, campus Cerro
Largo- RS, e por alunos do 6° e 9° ano da escola Sargento Silvio. A escola e a
universidade interagem, constituindo a revitalização escolar, abordando a
qualidade de vida, a educação ambiental, e preservação do bem público.
Os temas surgiram da necessidade, de conscientizar os alunos
os alunos sobre o cuidado com o espaço, escolar, mas principalmente motivar os
alunos o gosto pelo espaço escolar, onde vivem boa parte de sua vida. Varias
medidas ´para que tudo isso ocorressem foram tomadas, como reunião dos
professores, divisão de tarefas, horta sustentável, plantio de mudas nativas,
confecção de um jardim com pneus, apresentação do documentário ilha das flores,
que nos do Pibid de Vacaria também apresentamos e sentimos o impacto que causa
nas crianças.
Tudo isso teve como finalidade além de conscientizar os alunos,
também chamar a atenção da comunidade, mostrando que é possível mudanças, e
todo ambiente bem cuidado automaticamente se torna mais agradável e valorizado,
assim a comunidade pode visualizar que é possível com poucas atitudes, uma
grande mudança. Onde ocorreu a união de professores, alunos e bolsistas.
Com tudo isso os alunos se sentem motivado e valorizado pois
ele participando pode dar ideias e sentir-se importante e útil por estar
engajado em um projeto.
Mas tudo isso precisou de organização engajamento e algumas
praticas para orientar os alunos, dentre essas práticas foram confeccionados
cartazes informativos, onde receberam uma palavra relacionada a partir do tema,
e o conhecimento prévio de cada aluno foi explorado. Em seguidas as aulas
abordadas tinham embasamento teórico explorando os temas, decomposição do lixo
no ambiente e sua toxidade, resíduos recicláveis, poluição do solo e coleta
seletiva.
A partir disso os alunos colocaram a mão na massa, com a
confecção da composteira, da horta e do jardim feito com pneus recicláveis.
Como resumo o projeto mostrou-se de grande valia, os alunos
se mostraram engajados tanto dentro como fora de sala de aula, a maior
dificuldade foi engajar os professores. O projeto ocorreu no ano de 2015 e até
o momento gera frutos, pois teve continuidade com novas práticas e novas turmas
adeptas, sempre gerando alunos mais conscientes da educação e motivando os a
vida escolar.
O Processo da compostagem aliado a prática de ensino
O descarte do lixo é uma problemática abordada no mundo
inteiro, mas que só depende da conscientização da população, e para que isso
ocorra desde pequenos precisamos ser orientados a questão do descarte do lixo
inadequado. Onde a conscientização, exemplo de que pode ser feito, agregamos
novos valores aos alunos.
Visando orientar e ensinar sobre esta temática foi proposto a
alunos de 6° ano da cidade de São Paulo das missões a confecção de uma
composteira, para conscientizar e mostrar como é possível reduzir o lixo.
Em sala de aula primeiramente foram passados alguns dados
para os alunos em relação a quanto o país produz de lixo por dia, como são as
condições de armazenamento, que geralmente são depositados a céu aberto, e
demonstrando que 60% é lixo orgânico que poderia ter destinação melhor. A partir
dai foi trabalhado o porque da destinação correta e a importância de se fazer
compostagem, tentando estimular não somente os alunos mais sim toda a
comunidade por meio dos estudantes.
Primeiramente os alunos foram levados a cozinha da escola
onde pegaram resíduos orgânicos para confecção da composteira, depois foram
dirigidos para a horta da escola, onde a composteira foi formada com camadas de
folhas secas e camadas dos restos orgânicos da cozinha da escola. Foi colocado
na composteira um plástico para comparação da decomposição do orgânico com o
não orgânico, a cada 03 dias a composteira era revolvida por um período de 30
dias. Foi medido a temperatura e a umidade relativa.
Esse esforço teve o intuito de mostrar aos alunos a formação
de um adubo orgânico que pode ser utilizado na horta da escola, mas não somente
isso, é mostrar que estudar o meio ambiente não é apenas olharmos para ele em
sua forma original, mas sim poder avaliar que toda atitude tem um impacto
positivo ou negativo.
Percebeu-se que a prática teve grande impacto, muito mais do
que se fosse apenas abordado o tema em sala de aula, alunos se mostraram
participativos, montaram equipes, e levaram para casa como tarefa a
conscientização em casa. A construção do conhecimento ocorreu de maneira muito
mais ampla.
Tive a oportunidade de montar uma composteira no Projeto
Pibid de vacaria, onde observei que a prática traz muito resultados, os alunos
se mostravam intrigados e queriam saber mais sobre o assunto, por ter levado
minhocas para a composteira, chamou mais atenção ainda pois, eles não tinham
noção do que era o humus e para que servia.
Relações ecológicas: quebrando a barreira da sala de aula
Desde que o seres vivos existem e se relacionam, surgiram as
relações ecológicas que podem ser benéficas ou não, visando entender o que os
alunos compreendiam sobre esse assunto e avaliar qual conhecimento prévio eles
trariam consigo, na escola de Cerro largo, RS, foi trabalhado com alunos, de
maneira a chamar atenção, uma saída de campo, tentando fugir das aulas
rotineiras dentro da sala de aula.
Não que a teoria não tenha importância, mas para que ocorra a
associação do que é aprendido em sala de aula, com o que podemos visualizar é necessária
esta interação. Assim buscando não apenas a memorização de informações, mas sim
a real compreensão do tema.
O proposito principal era que os alunos compreendessem e
soubessem diferenciar, as relações ecológicas e também classificar os seres
inseridos nessas relações e diferenciar se a relação é harmônica ou
desarmônica.
A saída a campo foi em uma praça próximo a escola, onde observarão
muitas relações ecológicas, dentre elas o mutualismo exemplificado por liquens.
Os alunos se mostraram tão interessados no assunto que começaram relatar outras
relações que observaram em outros ambientes como sua casa. A partir desse
momento surgiu a ideia de que os alunos fotografassem esses lugares para
apresentação para os colegas. Assim poderia ser unido a teoria com a prática e
conhecimento adquirido pelos alunos.
As praticas novamente se mostraram de grande valor, para que
elas ocorressem foi necessário o engajamento do professor e do bolsista para
avaliar o local e verificar se era possível ocorrer ali. Destaca-se que os
alunos tiveram mais facilidade em compreender os conceitos por meio da
visualização das interações, por fim depois das fotos e explicações feitas
pelos próprios alunos eles já tinham a capacidade de explicar uns aos outros as
diferentes relações e as características que as separavam em harmônicas e não
harmônicas.
Um pedaço da natureza dentro da sala de aula
O relato ocorreu na escola estadual de educação básica com
alunos do 1 e 2° ano do ensino médio politécnico. O principal objeto foi a
montagem de um terrário, onde os alunos deveriam saber qual a utilidade e como
montar. Os alunos foram divididos em grupos e cada grupo ficou responsável por
trazer materiais para a confecção do terrário.
Em sala de aula antes da confecção foi questionado aos alunos
alguns conceitos, o que é nicho ecológico por exemplo, mas poucos se ariscavam
a responder as perguntas, ficando difícil avaliar o conhecimento prévio.
Atribui-se essa timidez nas respostas a grande quantidade de conteúdos que os
alunos veem e o pouco tempo que tem para vencer este conteúdo. Outro tópico e
que as turmas foram unidas, deixando um pouco bagunçado o conteúdo que foi
abordado em uma turma não foi em outra, por fim foi feita uma aula mais teórica
de revisão de conceitos para que os alunos não ficassem tão perdidos, aí
mostrando a importância que a teoria tem.
Inicialmente em sala de aula foi montado no quadro um mapa
conceitual, para por meio de tópicos e perguntas os alunos fossem se soltando e
começassem a demostrar qual o conhecimento prévio que possuíam.
Depois foi apresentado aos alunos os materiais que iriam
trabalhar para confecção dos terrários. A cada passo da montagem os alunos
foram se soltando e as dúvidas e perguntas foram surgindo, o que tornou a
confecção mais interessante e construtiva.
Foi explicado aos alunos a importância do uso de casa
material ali presente como matéria orgânica, a água simbolizando o ciclo da
água, e o desenvolvimento que aquelas plantas teriam.
Depois de pronto os terrários ficaram no laboratório de
ciências e os alunos eram responsáveis por anotar a cada semana, as mudanças
que ocorreram na temperatura, no desenvolvimento das plantas e no ciclo da
água.
Na segunda semana algo chamou a atenção dos alunos um dos
terrários tinha presença de mosquitos, os alunos não entendiam como tinham
entrado se o terrário foi lacrado.
Foi visível pelo relato de alguns alunos que a aula de
ciências despertou o conhecimento e fez com que os alunos pesquisassem mais
sobre o assunto por conta própria para tentar descobrir o que estava
acontecendo a cada semana que se passava nas observações dos terrários.
Concluímos que mais uma vez a prática motiva e ajuda a construir o
conhecimento.






















