A atuação da ciência nos dias atuais perante a escola não é tarefa fácil, principalmente para quem inicia na área, a metodologia até hoje é vista por muitos como mera prática de atuar em sala de aula, em meio a estágios obrigatórios e praticas de laboratório.
A ciência na escola foi implantada em 1961, e desde lá vemos relatos do fracasso em tentar introduzir o conhecimento da área de ciências. Um dos vilões são os livros didáticos que muitas vezes ao tentar simplificar conceitos acabam por confundir ao aluno e ao professor. Como uma espécie de fuga,para não julgar a ciência como difícil, apenas decoravam os conceitos e afirmavam que aquilo erra o correto. Poucos realmente tentavam explicar ao aluno o conceito correto, assim a ciência era vista como difícil.
Partimos do ponto de que independente de acharmos ciências fácil ou difícil de se explicar, devemos reconhecer a importância na formação dos alunos, nos dias atuais para entendermos o noticiário, como por exemplo: a tragédia de brumadinho, necessitamos ter o mínimo de conhecimento em ciências. Ensinar ciências é investir em um a população consciente e crítica.
A ciência esta baseada em experimentação e base lógica, mas não significa que seja melhor que outras bases como a religiosa e filosófica. Na década de 60 a ciência juntamente com interesses clínicos realizavam cirurgia da retirada de tonsilas, afirmando que este órgão não tinha função era apenas um apêndice pre histórico. Depois com o passar do tempo e evolução das experimentações notou- se que esse órgão era responsável pela imunidade. Ou seja a ciência produz conhecimento, mas não quer dizer que sejam inquestionáveis.
Não podemos afirmar que os conhecimentos científicos sejam melhor que os conhecimentos cotidianos.
Como no exemplo de que comer manga com leite pode matar, o que é falso; e também comer mandioca nativa crua pode ocorrer envenenamento oque é verdadeiro. Tudo dependerá da experimentação e também da situação em que se encontram.
Os alunos tem direito de saber estas diferenças, mas não como a ciência sendo o certo e desmerecendo a crença de um povo, mas sim tentando explicar a história por traz dos fatos.
Os jovens tem conhecimento do cotidiano a todo tempo, e a escola tem função de propiciar novos conhecimento, inclusive o cientifico que tem especifidades:
CONTRADIÇÕES:o conhecimento científico não convive em harmonia com novas hipóteses rivais, o objetivo de uma é derrubar a outra. Já o conhecimento cotidiano admite novas hipóteses de acordo com o local cultura etc...
TERMINOLOGIA: utiliza uma terminologia especifica para abranger a todos que buscam e convivem com o conhecimento específico. Esses termos abreviam idéias complexas, compactando o tempo e de maneira que não se modifique ou sofra influencia em determinada região.
INDEPENDÊNCIA DE CONTEXTO: o conhecimento cientifico afirmações generalizareis que podem ser usadas em diferentes situações, já o cotidiano se apega ao contexto que foi gerado.
INTERDEPENDÊNCIA CONCEITUAL: quando uma teoria cai por terra, muitas outras são afetadas. mas existem as vantagens em se basear em teorias anteriores, como o fato de não ter que testar tudo de novo.
SOCIALIZAÇÃO: O conhecimento cotidiano e socializado desde o inicio da vida de uma pessoa a cada nova descoberta, ja o conhecimento científico apenas será introduzido na adolescência com a vida escolar.
Muitas escolas tem taxadas o conceito de serem muito puxadas na área de ciências, em determinada escola foi enviado aos pais um questionário, onde deveriam classificar em ordem decrescente o que achavam mais pertinente que seu filho aprende-se em meio as ciências. Dentre os itens estavam:
- memorização
- compreensão
- aplicação
- análise
- síntese
- avaliação
E por incrível que pareça os pais que eram de classe média alta, focavam na memorização.Essa situação nos mostra a importância de planejar a mudança da realidade educacional incluindo não somente os alunos mais os pais e a comunidade em si. Claro que de um lado está a educação em si e de outro esta a concepção de ciência.
Muitas vezes o aprender está vinculado com o repetir o que aprendeu e nem sempre com o significado daquelas palavras. O esforço do aluno não deve ser baseado apenas em apresentar o que o professor espera mais sim em buscar mais conhecimento desvendar as dúvidas por si mesmo.
Apesar da crença de que os cientistas ja tem respostas para tudo e basta o aprendiz a conhece las, sabemos que qualquer pergunta pode instigar a ciência.
PESQUISAS NO ENSINO DE CIÊNCIA
O livro de Jean Piaget de 1926 com o título a representação do mundo da criança, foia penas ter impacto na década de 70. O livro tinha enfase em o quão importante a fala de uma criança deve ser ouvida.
Em 1978 foi publicado o resultado do trabalho de Jack Easley, um especialista em piaget, que abordava o assunto: ideias das crianças.
Ainda na década de 70 ocorreu vários estudos que dividiram as ideias das crianças em 03 grupos:
O primeiro se baseavam em estudos para saber quais os conceitos dos alunos em relação a diferentes fenômenos naturais relacionados ao conhecimento científico.
o segundo esta relacionado com a forma com que as ideias dos estudantes são influenciadas pelos procedimentos da escola.
O terceiro ao chamado sociológico, relacionado a culturas, tradições e visão do mundo, onde o aluno faz parte daquela comunidade de onde sofre influencias.
Já em 1982 foi proposto um modelo, onde o ser humano era visto como uma entidade a ser modificada, onde a mente poderia ser programada, não dando importância a bagagem que o aluno traz mas sim ao planejamento curricular que deveria ser imposto ao aluno.
Já em 1990 novos estudos apontaram que o ensino deve levar em consideração a bagagem que as crianças carregam, nem tudo que a criança percebe nem sempre coincide com o que o professor está lhe ensinando.
A ciência das crianças um exemplo brasileiro:
Uma entrevista entre um aluno brasileiro de 13 anos e um cientista comprova o conhecimento que ao aluno ja traz em sua bagagem e que com exemplos dados pelo próprio aluno o cientista argumentando com ele pode modificar alguns conceitos já fundados pelo próprio aluno, fazendo com que ele aprenda apenas com uma conversa, não precisando necessariamente estar em uma sala de aula.
Pesquisas como essa demostram o quanto é importante a conversa com os alunos, demostrando como organizar as aulas e que assuntos são mais relevantes.
Orientações a partir de pesquisas e didáticas e psicologia da aprendizagem:
Trata- se documentar o que acontece em sala de aula progressos avanços dificuldades, para avaliar o aprendizado e ensino do professor. Mas o mais importante é perceber que sem conhecer as ideias do aluno será muito difícil tentar modificar seus pensamentos.
Conhecer estudos e pesquisas sobre ensino de ciências:
Apesar de o professor e o pesquisador terem papeis diferentes isso não significa que o professor não precise ir atraz de conhecimento, que deve passar aos alunos e de como passar aos alunos. Na maioria das vezes o professor se vê em meio a vários relatórios planos de aula reuniões enão tema a oportunidade de dialogar com outros professores de trocar experiencias, por isso a importância de buscar novas informações novos estudos que devem fazer parte de sua rotina.
Encaminhar a atividade sem ser uma fonte inesgotável de conhecimento:
O professor não deve ter medo de dizer que não sabe, ou de dar uma resposta de acordo com o conhecimento que tem, mas também não pode se acomodar tem que buscar respostas e aperfeiçoamento sem perder a postura honesta. O professor pode também aproveitar a oportunidade e ao invés de dar respostas prontas instigar ao aluno com novas perguntas.
Proporcionar a oportunidade de troca de ideias entre os alunos:
Classes militares onde o silencio e a individualidade devem ser mantidas já ficaram no passado, as classes podem ser barulhentas desde que os alunos estejam trocando ideias, interagindo e expondo suas próprias ideias.
Propor problemas e estimular experimentação e debate:
As crianças tem explicações e concepções para os mais diferentes tipos de assuntos. O professor deve planejar a sua aula de maneira e instigar esses pensamentos, mostrando ao aluno que muitas vezes ele já conhece o assunto abordado e que seus colegas podem compartilhar conhecimento e buscar novos com a ajuda do professor.
Procurar princípios e aplicações em contextos diversos nas aulas:
Mostrar ao estudante que uma explicação pode servir para diferentes situações e vivencias.Trazendo exemplos do cotidiano e da vida dos próprios alunos.
Progredir conceitualmente
Pode ser difícil visualizar o progresso dos alunos, mas isso não deve desencorajar o professor a procurar por sinais de progresso.
Utilizar tecnologia cientifica de modo correto:
Vincular a terminologia utilizada na ciência com a linguagem comum apresentada pelos alunos abre os horizontes para um novo conhecimento demostrando que a ciência pode não ser tão difícil quanto parece.
Pesquisar e implementar formas inovadoras de avaliação
A avaliação não precisa ser sempre a prova, o aluno deve perceber que toda a sua ação é valorizada, tanto um cartaz um trabalho ou ate mesmo a participação em sala de aula.
Conhecer a visão de ciência da escola e a comunidade.
Toda a família tem expectativas quanto ao trabalho de um professor mas nem sempre concordam com os métodos e nem sempre tem uma visão ampla.
Dentre os conceitos abordados existem praticas que devem ser adotadas como rotina para termos aulas mais expositivas e com maior qualidade:
- Utilizar livros didáticos de forma crítica
- buscar acuidade na progressão conceitual
- Selecionar textos e imagens adequados aos alunos
- proporcionar aos alunos praticas de experimentação
- desenvolver projetos de ciências
- utilização da informática no ensino
- Planejamento curricular e programático
Afinal professor e alunos tem a capacidade de explorar o conteúdo e também novas ideias com intuito de responder as suas indagações. Iniciando por um problema, criando hipóteses, experimentações e soluções, de maneira que o aluno nem perceba que está aprendendo e ao mesmo tempo fazendo ciência e evoluindo.
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